Informação engorda
Em recente pesquisa oficial a surpresa: o Brasil é o país dos gordinhos. Vai ver que é que por isso que o programa Fome Zero não emplacou - o sucesso deste programa nos empanzinaria. Era papo furado aquela história de linha de pobreza e dos que estavam abaixo dela. Difícil imaginar pessoas com excesso de tecido adiposo e sem ter um osso pra roer. Os famintos são mitos.
Precisamos queimar as calorias a mais que as pesquisas nos deram. Aliás, nós somos aquilo que as pesquisas e os números do governo determinam. O dinheiro já não sobra no final do mês, mas a cesta básica está ficando mais barata e o PIB aumentou; ando com a cabeça a mil e o bolso zero, mas a qualidade de vida aumentou no Brasil. Se esta lógica funcionar sempre vou torcer por dados cada vez mais negativos no Ibope e vê se o negócio melhora pro lado de cá.
Nós, obesos e ociosos, somos culpados pelo excesso de peso e de juros. Segundo o nosso ingênuo presidente, não levantamos o nosso gordo traseiro à procura de juros mais baixos e pagamos caro pelo nosso sedentarismo financeiro. Correr atrás de juros baixos nos faria verdadeiros atletas.
Portanto, façamos dieta, sobretudo dieta de informações. Estou começando a acreditar que são as informações e os dados que nos engordam. Estamos todos de saco cheio (e isto pesa) de tantas notícias de corrupção e roubalheira. E com tantos jornalistas e especialistas falando que tudo vai acabar em pizza, como é que não engorda? Massa não é brincadeira. Outra coisa: tudo que a imprensa fala todo mundo engole. Lembro de um tempo em que ninguém comia nada...
Tenha muito cuidado com as informações. Feche os ouvidos e os olhos por mais tempo. Ficar só ouvindo, lendo e assistindo é sedentarismo e engorda. Abrir a boca e botar tudo pra fora ajuda. Faça exercícios escrevendo e produzindo. Se não dermos tanta atenção ao que estão dizendo e escrevendo por aí, talvez parem de tentar acrescentar vários quilos a mais no nosso corpo, bolso e consciência.
Precisamos queimar as calorias a mais que as pesquisas nos deram. Aliás, nós somos aquilo que as pesquisas e os números do governo determinam. O dinheiro já não sobra no final do mês, mas a cesta básica está ficando mais barata e o PIB aumentou; ando com a cabeça a mil e o bolso zero, mas a qualidade de vida aumentou no Brasil. Se esta lógica funcionar sempre vou torcer por dados cada vez mais negativos no Ibope e vê se o negócio melhora pro lado de cá.
Nós, obesos e ociosos, somos culpados pelo excesso de peso e de juros. Segundo o nosso ingênuo presidente, não levantamos o nosso gordo traseiro à procura de juros mais baixos e pagamos caro pelo nosso sedentarismo financeiro. Correr atrás de juros baixos nos faria verdadeiros atletas.
Portanto, façamos dieta, sobretudo dieta de informações. Estou começando a acreditar que são as informações e os dados que nos engordam. Estamos todos de saco cheio (e isto pesa) de tantas notícias de corrupção e roubalheira. E com tantos jornalistas e especialistas falando que tudo vai acabar em pizza, como é que não engorda? Massa não é brincadeira. Outra coisa: tudo que a imprensa fala todo mundo engole. Lembro de um tempo em que ninguém comia nada...
Tenha muito cuidado com as informações. Feche os ouvidos e os olhos por mais tempo. Ficar só ouvindo, lendo e assistindo é sedentarismo e engorda. Abrir a boca e botar tudo pra fora ajuda. Faça exercícios escrevendo e produzindo. Se não dermos tanta atenção ao que estão dizendo e escrevendo por aí, talvez parem de tentar acrescentar vários quilos a mais no nosso corpo, bolso e consciência.


4 Comments:
Eu sou de um tempo em que não se comia nada. E, como diria Raulzito, eu não preciso ler jornais, pois mentir sozinho eu sou capaz.
Muito bom texto!
Já eu digo que deve-se comer as notícias assim como aquela pessoa mais enjoada, que fica escolhendo e separando tudo o que não deseja para si...
BBC site wins e-democracy honour
The website has helped community campaigns since 2003 The BBC's grassroots campaign website, Action Network, has been honoured as the top politics and internet "world changer" of 2005, for the third year in a ...
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O engraçado é que todos esses dados estatíscos e informacionais são utilizados pela acadêmias para respaldar patéticas e óbvias pesquisas que registram em "nobres publicações" a "inédita e fantastica" realidade do dia-a-dia, ou seja, nada de novo: muitas palavras e pouca ação e vontade política compromissada com as mudanças e revoluções sociais.
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